provocação

acausação um
empurrão, sei lá?
só sei que
eu não fiz nada
então é essa ação
que provém do nada
a partir de mim?
nada
fiz o nome só
fazer refém
refeinzar-me
de um delito imaginário
de seus delírios obscuros
visões
vozes
fantasmas querem-me como
bruxa também
minhas unhas pintadas de escuro
minhas argolas penduradas
quadril relaxado
uma fácil aberração
um convite ao aliviante
extermínio da visão menos opaca
pois os olhares
as vozes
os fantasmas não bastam
como resquício
como herança maldita
essa tal provocadora, não!
necessário faz-se o Execre
o Abomínio
Descaso, a Execução
do que o nada é
é impossível ver o nada mudar-se
os olhos ardem ao piscar
o nada provoca algo, ou
você que provoca o nada?
eu não sou conhecedora das causas, disse clarice
o mundo saiu ilegível para mim
e por isso
por não saber ler o o mundo
que lhe atribuí todos os provoques
é ‘ele’ que me tira do sério
essa realidade provocativa
indignem-se pelo o que a vida é
e pelo que está sendo
(e está sendo difícil)
tudo gira, girando
e assim a gente tira
esse exume da pele
que o mundo provoca quando faz calor

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